Dia 31 de Agosto é aniversário da pessoa mais importante da minha. Sim, Tia Angélica vai comemorar mais um aninho de vida (o que me dá um aperto no coração? Talvez, não vou mentir) e isso me deixou pensando em qual presentinho eu vou dar pra ela. Já faz muito tempo que a gente quer fazer uma tatuagem juntas, mas é aquele negócio da enrolação, né? De qualquer maneira, não, não vou dar uma tatuagem de presente pra ela, mas bem que eu queria. Eu só fiquei pensando um bom tempo sobre qual tatuagem a gente faria, já que nossa vida é coberta de símbolos e histórias diferentes. Mas, graças a isso, eu separei um monte de ideias legais para caso alguém aí atrás também pretende fazer uma tatuagem com a mother, com o father e etc etc.


Eu, particularmente, gosto de tatuagens com traços finos e delicados. Dessas bem discretas, sabe? Eu também sou apaixonada por flores e coisas relacionadas à natureza e isso, claro, eu puxei da minha mãe! Inclusive, Tia Angélica tem uma horta maravilhosa e não consegue ficar um mês sem comprar flores pra casa. Ela que me ensinou que florzinhas deixa a casa mais alegre. não vou contar pra ninguém que ela conversa com as plantas dela também



Minha mãe é professora de yoga, por isso eu achei bacanas essas tatuagens que parecem uma mãe e uma filha sentadas de pernas cruzadas. Essa, inclusive, é uma das minhas favoritas e eu mega faria com ela. Sobre essas andorinhas, é gosto particular meu mesmo que ama passarinhos. E os elefantinhos eu achei uma graça por conta da paixão que ela tem pela Índia! 


















A gente arde. A gente arde de dentro pra fora, a gente arde junto, a gente quando não estamos juntos. Mas a gente arde. A gente escreve um poema constante no corpo um do outro, que se resulta em bochechas rosadas, olhos fechados, suor entre os dedos. O fogo contínuo que queima nossos coração num amor inacabável que alimenta minhas células, move meus membros, dá nó nas minhas entranhas. Esse amo que ainda me parece um sonho tão doce e incalculável, que insiste em me visitar nas madrugadas de cansaço em que você não está.

Mas não. Eu e meu coração gostamos de acreditar que esse incêndio proposital que criamos é a realidade mais linda que eu já escrevi. Entretanto, acontece um jogo constante dentro de mim entre o quente e o frio, o fogo e o gelo, e eu não sei quem vai ganhar. Mas independente disso, eu amo. Eu amo em todas as línguas, em todas as pessoas.

Eu. Tu. Nós. 

E esse amor que me transformou na felicidade no seu mais puro conceito e queimou todos os meus medos e inseguranças até eles se formarem no mais cinza pó. É intenso, é selvagem, é loucura É tão verdadeiro que às vezes eu me pergunto se nós dois não saímos de um livro de contos de fada, onde o "felizes para sempre" não existe, mas que também não exista um certo final.

Mas se quer saber, eu sei que o amor é a essência do futuro e é uma linha contínua em que, o que vai sempre volta. Sem se preocupar com as consequências, o resultado, o fim tomado. O bom e o gostoso é dar a mão à alguém e fechar os olhos e se surpreender com o destino que ela irá te levar.

Agora a reciprocidade, que é a matéria prima mais pura que escorrega na minha corrente sanguínea, virou tese para minha arte que, agora, tem nome, sobrenome, e mora um pouquinho longe. É a droga mais cara e mais eficaz. Eu poderia ficar por horas criando universos paralelos para nós dois, passeando na psicodelia dos azuis dos teus olhos e viajando nos fios da sua juba loira. É um prazer que não se compara a um orgasmo, a um espirro, a um gol num jogo de futebol. É a gratidão mais inteira do mundo.

Somos só eu e ele. Ardendo no fogo do inferno enquanto nós nos amamos e fundimos da maneira mais linda que existe.

Leia ouvindo: Beagá - Maglore
Oi meninas tudo bom??
Eu não devo ter contado pra muita gente sobre isso, mas eu tenho passado muita dificuldade com meu cabelo ultimamente. Calma, eu vou contar a história pra vocês. Como toda menina que tem o cabelo cacheado, a sociedade sempre me influenciou a alisar minha cabeleira porque "dava muito trabalho", "é mais bonito", "você fica parecendo uma mendiga com esse cabelo". E eu, é claro, sem muita mídia positiva pra me falar que isso é uma puta mentira, acabava acreditando. Graças a deus, minha mãe nunca deixou que eu fizesse nenhuma química no meu cabelo quando eu era menor, mas mesmo assim eu continuava estragando meu cabelinho com chapinha, secador e essas coisas. ATÉ QUE ACONTECEU! Sim, eu fiz uma química no meu cabelo ano passado (foi em um momento de desespero, eu tinha franjinha, tava tudo errado, não precisam me julgar) e ela não é uma escova progressiva em sim, sabe? Ela é uma dessas hidratações mega-power-sei-lá-o-que que deixa o cabelo liso, mas que de retoque em retoque fica cada vez mais difícil de tirar. Bom... O tempo passou, isso de retocar química tirou minha paciência e eu decidi oficialmente passar pela transição capilar. E assim... estou nessa há uns 5 meses já e estou mega ansiosa pra descobrir como meu cabelo fica natural. Aconteceu isso com vocês também?
De qualquer maneira, eu separei alguns cabelos cacheados que eu achei lindo para inspirar vocês a continuarem ou começarem essa batalha árdua e libertadora que é se desprender de um padrão tão bosta quanto o ruu duur cabelo bonito é cabelo liso. Ah! E vocês podem reparar que na maioria tem uma franjinha cacheadinha né rsrs. O liso vai embora, mas a vontade de ser hipster nunca!

                    

                              


       

                             


                                        

 
                               


E aí? Qual foi seu favorito? Me conta aqui em baixo!





Juro que eu não te entendo. Passei alguns meses tentando por em ordem todas as suas palavras, mas tudo que eu consegui visualizar foi um monte de vírgulas, interrogações, algumas exclamações. Mas sem ponto final algum. Em todas as vezes que nós eventualmente nos separamos, eu sempre acabo me perdendo um pouco mais em relação à você. E eu me perco no meio dos seus pensamentos que eu nunca acessei, interpreto todas as suas atitudes de maneira equivocada. Quanto mais eu te descubro, menos eu sei sobre você.

E isso me intriga. Me intriga pois você é a parte da minha vida que eu nunca vou entender. Você sempre será aquela reticências no final da frase, que eu fico esperando ansiosamente a continuação, seja ela catastrófica que for, mas que tenha um final. Essa incerteza e esse desconhecimento do futuro é uma coisa que desafia as leis do meu coração, mas nem por isso eu deixei de sorrir quando você passava.

Eu ainda penso muito na gente. Penso no que fomos, no que não fomos e no que poderíamos ter sido, mas isso não significa que devemos ler a história toda de novo. Não. Você tem sido apenas um devaneio, daqueles que vem entre uma memória e outra, mas que vai embora em alguns poucos segundos. Você se tornou apenas um enigma, daqueles chatos e impossível que te prendem e te torturam. Quebram sua cabeça, sua lógica e sua sanidade até você encontrar uma maneira desumana de solucionar. Pois bem. Eu nunca te solucionei.

As nossas trocas de olhares entre uma aula e outra são meus enigmas favoritos. Gosto de imaginar no que você tá pensando, ou por qual motivo você estava sorrindo quando olhou pra mim. Além disso, todas as suas desculpas para pegar na minha mão mas, ao mesmo tempo, todas as suas repulsas quando eu me aproximo, foram tema de histórias e poemas que eu escrevi na última folha do caderno de física, aquele que tem o David Bowie na capa.

Eu não ligo de tentar solucionar seus mistérios. Por mais plena que seja minha consciência, eu gosto de ter na minha vida e de todo o bem que suas músicas me fazem. Gosto do som da sua voz, gosto da vibração da sua risada, gosto do seu sorriso. Eu só não gosto da incerteza que você me causa e de olhar nos olhos do meu passado todo dia de manhã. Não gosto de encarar meu erros de uma maneira tão fria e seca, que me faz gaguejar e levantar o tom da voz sempre que perguntam de você.

Eu só peço que você me guarde direitinho, ali, dentro do seu armário de quadrinhos e junto com as outras cartas que eu te escrevi. E por falar nisso, quantas restaram?

Eu também sempre vou te manter na minha caixinha de memórias, como sendo fruto de uma história que nunca consegui escrever. Te guardo com todas as playslists, todos os livros e todas as promessas de dedinho que fizemos, além de todo o resto que me fez te admirar por meses, talvez até alguns anos.
E por mais que eu não goste muito do nosso passado - ou do quase fim que ele acabou tomando -, eu espero que no futuro, eu consiga te decifrar para poder contar toda essa confusão típica de enredo de roteiro de filme de adolescente e poder encaixar todas as preposições possíveis nela.

Leia ouvindo: If you love me, come clean - Flatsound
Como parte do projeto de não deixar o blog tão abandonado assim pf gente, 2017 e essa menina ainda quer manter um blog  eu decidi fazer posts um pouco diferentes ultimamente. Para que, assim, a) você possam conhecer um pouco sobre a blogayra Bárbara Morais e b) eu possa compartilhar e indicar coisas legais com mais frequência.
Funciona assim: Todo dia de números iguais (ex: 3 de março, 03/03) eu vou soltar aqui do Doce como Limão uma espécie de favoritos do mês, contando quais sofram os links que mais curti, vídeos que adorei assistir, matérias que achei interessantes e mais o que eu achar que vale a pena contar para vocês. E aí? Curtiram?
Na edição desse mês de Agosto, vai ter vídeos de animais fofinhos, Tame Impala, canais no youtube e muita música boa. Depois, no final, você me conta o que achou e quais foram seus links do momento também! E só pra dar uma introdução, dá só uma olhada nesses gatinhos que fofos.


Gabi Vasconcellos

Conheci o canal da Gabi mega por acaso, enquanto eu surfava pelas interwebs e pesquisava um pouco sobre transição capilar e etc. Até que eu me deparei com um vídeo que ela conta que doou quilos de maquiagem e ficou apenas com o que ela realmente usa, e eu achei isso incrível! Já parou pra pensar quantas coisas estão paradas no nosso guarda-roupa e que poderiam ser bem mais útil para outras pessoas? Pois então, nisso, eu me apaixonei por seu carisma. Além disso, ela dá dicas ótimas para cabelos cacheados, cultura, emponderamento e tudo isso que a gente ama!



1. Gatos tomando sorvete e morrendo (calma, não é literalmente)

                              2.  50 livros pra você entender a "literatura contemporânea brasileira" 

                              3. Artista troca homens brancos por mulheres negras em obra de Michelangelo

Música nova do Jake Bugg

Não é segredo pra ninguém que Jake Bugg é, nada mais nada menos, que meu cantor favorito. Desde que eu realizei um dos meus maiores sonhos que era ir em um show dele e ficar bem pertinho do palco, minha vida perdeu o sentido e eu só consigo pensar em revê-lo. E então, essa semana eu recebi mais um TIRO bem no meio do coração com essa música nova chamada How Soon The Dawn. A gente pode perceber que, desde o último álbum do Jake (One by One), seu estilo vem mudando e tem sido bem distinto do que era lá no começo. Agora, essa vibe mais calminha e mais puxada pro jazz se faz bem presente em suas músicas (em algumas vezes, ele até arrisca umas rimas haha). Mas a melhor parte é que, na capa do álbum novo que está por vir, o Jake está sorrindo!!!


Clarice Lispector pintora

E agora, em homenagem à minha querida professora de literatura, compartilho com vocês um pouco sobre o outro lado da arte de Clarice Lispector. Marina, todos nós sabemos que "A Hora da Estrela" te inspirou a fazer letras e, desde então, é impossível não pensar na Clarice e não pensar em você. Portanto, esse vídeo do canal Vivieuvi (que quem me apresentou foi a Alícia, obrigada Alícia), conta uma história ótima sobre a relação da Clarice Lispector com a pintura e é uma coisa linda de se ver. De verdade.



                              4. Alguém sincronizou Tame Impala com 2001 – Uma Odisseia no Espaço e ficou foda
                              5. Por que toda mulher deveria viajar sozinha
                              6. Stevie Nicks entrevistou Lana del Rey e disse que elas são "irmãs bruxas" 










Talvez, alguém aí do outro lado esteja se sentindo do mesmo jeito que eu. Percebendo que tantas coisas acontecendo ao seu redor, mas os olhos e o coração continuam duros e frios, como um poeta defunto – ou defunto poeta. Mas, depois de tanto me questionar a origem desse sentimento (ou a falta dele), eu acabei notando que, além da pouca idade que me acompanha, parte das minhas células se obrigaram a crescer mais rápido que as outras.
O que estou querendo dizer é que, querendo ou não, determinadas situações marcantes nas nossas vidas nos obrigam a crescer rápido demais, Sozinhos. Sofridos. Com pleno conhecimento sobre o mundo mas nem sempre da parte boa dele.
E por falar em mundo, a gente nem sempre consegue entender com eficácia o que acontece nele rotineiramente. São muitas informações, muita realidade dura que tentamos acompanhar, mas tudo vai e vem tão rápido... Por mais que eu tente, parece que a língua portuguesa não contém palavras o suficiente para que eu possa expressar minha angústia de não sentir nada por estar sentindo demais.
Por mais que minhas velhas celulas continuem produzindo maturidade e liberdade, meu coração ainda é de uma criança que foi abandonada aos 4 anos de idade e que pensa que o mundo é cruel demais para ser enfrentado. Cheio de florestas mau-assombradas, monstros e bruxas que estão sempre preparados para me devorar. Recebo muita coisa do mundo, muita coisa impura que eu tento purificar, mas no final eu acabo me poluindo. Tento organizar esse mundo, mas pra quê? Não sei. Na minha cabeça isso fazia mais sentido.
Outro dia me disseram que eu emano paz. Achei irônico, já que em mim acontece um caos constante entre dois lados que vivem em conflito há quase 17 anos. A felicidade versus a tristeza. “Ora, Bárbara, por que deixaria a tristeza vencer?”, você me perguntaria. Realmente, ninguém entende que para um escritor dissimulado e complexo, escolher a felicidade nunca é tão simples quanto parece.
Mas voltando ao mundo, qual é minha relação com ele, afinal? Devo te dizer, caro leitor, que eu sou o mais puro reflexo do mundo. E tentar explicar tamanha imensidão e complexidade é inútil, tão inútil que levaria a sua idade para estudar cada detalhe do mesmo. De mim mesma.
De qualquer maneira, é difícil explicar o que significa ser reflexo do mundo. Eu sou escrava dele, entende? Faço o que ele manda, quando ele manda, e vivo para fazer ele feliz. Não somos amigos íntimos, nem existe um mutualismo entre a gente. Eu só tento organiza-lo para ver se tal coisa deixa tudo mais simples, mais limpo. Eu só preciso descobrir como conciliar o meu mundo com o mundo real, de forma que eu não me machuque tanto assim.
São tempos difíceis para o mundo. Não que ele esteja triste, mas só confuso e perdido, assim como você, assim como eu também. E com isso, eu escrevo e sofro um pouco mais, tentando me preencher de conhecimento ou sei lá o que. Não que meu sorriso seja falso. Não que minhas lágrimas estejam congeladas. Mas sim, que estou tentando achar meu pedacinho no mundo, de maneira que eu consiga ser eu mesma, me expressar sem me empolar e ajudar o mundo quando ele precisar de mim. Será que é esse meu problema? Ser boa demais até com quem não me quer bem?
Enfim, eu não sei onde quero chegar, exatamente. Talvez isso tudo seja só uma fase da lua, posição dos astros ou algo assim. Talvez eu desista de ser alguém no mundo antes mesmo de adentra-lo. Mas o que eu vou fazer agora é ouvir o que todo meu vazio tem para me dizer. Não tentar ser feliz ou não me render à tristeza, mas sim sentir o que tiver que vir para eu descobrir cada pedacinho. Pedacinho do quê?
Agora, caro leito, se nas suas concepções eu for louca, devo-lhe afirmar que está correto. Mas me diga... No meio de tanto caos, quem em sã consciência se atreveria a ser normal?

Leia ouvindo: Sad Boy - Rad Horror

Hoje eu não vou chorar. Hoje eu vou simplesmente pegar esse papel, essa caneta e tentar organizar todo esse emaranhado de sentimentos que existem dentro de mim. Sentimentos que saltitam, que se balançam, que se jogam de cabeça em corações alheios e, vez ou outra, acabam se machucando. Talvez eu organize isso tudo por ordem alfabética, ordem cronológica, do maior pro menor... Ou talvez eu só guarde eles na gaveta novamente, até o meu criado-mudo ficar lotado novamente e eu precisar reiniciar esse ciclo que, pelo visto, não vai acabar nunca.
As coisas tem sido bem difíceis por aqui. E eu não falo a vida em específico, mas tudo que engloba amadurecer e tomar decisões que antes não eram tão rotineiras assim. Crescer é um saco, isso todo mundo sabe. Mas o que não vem no contrato da vida adulta é que ninguém vai se responsabilizar pelas decepções, pelas expectativas, pelos erros, pelas perdas. Ninguém, além de você. Antes era fácil, entende? Colocar a culpa no coleguinha que te mordeu "por motivo nenhum". Mas agora é tudo diferente. A vida cobra, e às vezes você não tem como pagar.
E com isso, eu acabei percebendo que eu me preocupo com coisas que a gente nem sempre tem controle sobre elas. Não só eu, mas talvez metade do mundo todo. Às vezes falta dinheiro, eu tô desempregada, tem uma porrada de trabalho para entregar, não vou terminar isso à tempo, ah meu deus não vai dar certo... O tempo vai continuar passando do mesmo jeito, 60 minutos por hora, 24 horas por dia, 365 dias por ano. Pra quê preencher sua cabeça com coisas que não vão acabar nunca? Cole essas coisas num mural, e vá movimentando todo o resto que dá prazer. As coisas mudam. A vida muda. O tempo muda. E o que você pode fazer?
Nesse momento, eu estou bêbada e rindo de nervoso pois tenho tantos sonhos para realizar mas não faço ideia de como vou fazer isso. Mas tudo bem. Tudo bem porque sei que hora ou outra eu vou entender que não tenho controle do futuro. E por mais que eu ainda não tenha chegado nesse nível de maturidade em que eu entenda que eu sou só uma mísera alma penada  de artista em busca de jobs eternos nesse mundo, eu tenho plena consciência de que esse dia vai chegar. Mas pra quê se preocupar com isso agora? O amanhã é tão incerto quanto o ontem, mas apenas o presente nos traz as respostas que precisamos.
Enfim, sei que tenho sido uma escritora meio falha nesse tempo em que viajo nas entranhas do meu corpo. Não tenho escrito tanto, não tenho sentido tanto. Mas todo mundo precisa desse tempo indiferente para pensar o que quer da vida. E tudo bem, eu ainda não sei, mas e daí? Eu tenho muito o que viver até saber ao certo o que quero fazer comigo mesma, pra onde quero ir e principalmente onde quero ficar. E pra ser sincera, eu me sinto ótima me sentindo perdida. Incluímos as lágrimas, as raivas, os vazios, as indecisões, é óbvio. Mas também incluímos o resto de liberdade que ainda me resta, até que a idade devore minha carne e me arraste para a realidade.
Infelizmente, a vida não é um filme para adolescentes. E sei que pode doer ouvir disso, mas filmes para adultos não são tão ruins assim. Tem sexo, e drogas, e puteiros... Pensando melhor, são uma bosta. Portanto, fique nos 16 o tempo que conseguir. E só saía quando for extremamente necessário.
Merda. Acabei chorando.

Leia ouvindo: Não sei o que fazer comigo - Vespas Mandarinas