Fanfic: De volta ao Filme - Segunda Parte

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Eu o convidei para entrar e sentados na mesa da sala, tudo aquilo estava ficando cada vez mais esquisito. Parecia que estávamos no mesmo sonho e sonhando a mesma coisa. Só que isso é cientificamente impossível. Talvez, um sonho parecido seja comum. Mas totalmente idêntico era muito estranho. Nosso silêncio e troca de olhares fora interrompido pela voz do Leo.
_Tem alguma noção do que devemos fazer? – ele perguntou
_A pergunta é, por que isso aconteceu?
Sim. Por que aconteceu? Talvez essa seria a pergunta para tudo. Em tudo na vida, essa pergunta se encaixa. Mas nessa situação, se encaixa mais perfeitamente ainda. Não tinha explicações lógicas para isso. Tudo estava normal, até isso acontecer. Quer dizer, quase normal. Mas “voltar no tempo” é um probabilidade mínima.
_Como aconteceu com você? – eu perguntei
_Eu estava em casa com a minha esposa em casa, a Fani, e nós começamos a ver umas fotos da nossa época de escola. Quando ela foi dormir, eu continuei vendo as fotos. Chegou em uma foto que eu não conseguia ver o rosto da Fani e tinha mais um garota com ela. E foi aí que tudo começou a girar e eu fui parar exatamente no local da foto.
Estranho. Muito estranho. Eu expliquei como aconteceu comigo e o silêncio entre nós dominou novamente. O meu celular tocou e eu vi que era minha mãe. Eu poderia deixar lá tocando e ficar ouvindo o “And it breaks my heart, and it breaks my ha-ah-ah,art. And it breaks my ha-ah-ah-ah, ah-ah-aart” – mas eu tive que atender. Qualquer coisa me daria respostas, ou quem sabe até, mais dúvidas.
_Anita, você está melhor ?
_Acho que sim, mãe.
_Fico feliz. O seu ônibus pra São Paulo sai amanhã ás duas.
_Acho que vou ficar mais um tempo por aqui.
E desliguei. Por mim, eu não ficaria, mas aquelas dúvidas chegaram a consumir minha cabeça. Estava tudo tão estranho e piorou quando nossas cabeças voltaram a girar e tudo ficou preto. Ficou ainda mais fácil passar por aquela situação, já que eu já estava esperando que aquilo acontecesse mais ou mais tarde.
Lá estava eu, no meu quarto mais uma vez. Dessa vez estava escuro, então eu deduzi que era madrugada. Acordei com o meu telefone tocando. Vi que era o Leo e atendi.
_Anita!
_Oi Leo.
_Tem como você vir pra pracinha?
_Ás três da manhã?
_É.
_Escuta, eu não tenho trinta anos. Eu acho.
_Qual é, vem rápido.
_Tá, em dez minutos eu apareço ai.
Eu nem passei maquiagem nem nada. Era três da manhã, não esperem nada de mim as três da manhã. Eu fui correndo, bem curiosa e aflita com aquela situação toda e querendo respostas de tudo. Vai me dizer que você também não ficaria desse jeito?
Eu encontrei o Leo sentado no banquinho da praça (dessa vez, sem sorvete de milho verde) com fone de ouvido e mexendo a cabeça como se estivesse curtindo a música. Aquilo me deixou nervosa, pois como ele conseguia curtir alguma coisa no meio daquela situação toda. Eu me aproximei, tirei o fone do ouvido dele e disse:
_Qual é o seu problema?
_Ah, eu tenho vários e os seus?
_O meu problema é que eu tenho 30 anos e não sei o que eu to fazendo na minha vida de 15.
_Eu achei uma resposta.

Continua...




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Um comentário:

  1. To viciado Bá! Ta muito bom mesmo, se algum dia virar livro vou empilhar ele com certeza! Beijos! - Josh

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