O Verão de Maio

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Estava frio, era o inverno mais frio dos últimos tempos. Mas pra mim, se tornou um verão de tão quente e protegida que você me deixava. Chegar perto de você me acalmava, e não havia nevasca que conseguiria derrubar aquilo o que eu sentia.
Já cansei de te contar essa história, mas eu gosto muito dela. Senta aí, deixa eu terminar de contar.Pode pegar um chocolate quente naquela doceria aqui perto e me trás um sorvete de milho verde. Você sabe que eu amo sorvete de milho verde.
Onde eu estava? Ah, é mesmo. Naquela parte em que ele deixa ela sozinha na praia. Mas o resto você já sabe e já cansou de ouvir. Relaxa, vou parar de falar um pouco.
Agora você pode me abraçar e chegar mais perto. Beijar a minha testa e me olhar daquele jeito. Aquele jeito que poderia destruir cidades e cair aviões. Sim, você sabe qual jeito. Você poderia chegar tão perto, a ponto de sentir seu calor pertinho de mim. Você poderia vir de novo, e não ir embora nunca mais.
Estava me perguntando esses dias, o que meu está em você? Talvez eu tenha que ir atrás buscar, e quem sabe, desenganchar de você e de tudo que me prende ao meu passado. Será aquela palheta que dei no dia que você voltou? Será que é aquelas cartas que eu tenho certeza que você não tem coragem de queimar? Ou será que é o fato de querer ser amada, a ponto de trocar qualquer coisa por isso?
Me escondi na minha cama e não saí tão cedo. Maldito inverno de maio que colocou você na minha vida! Mas na minha cabeça, aquele inverno era verão, de tão quente que eu me sentia. Descobri que esse calor não era proteção ou amor. Era febre mesmo. Era a febre que você me causava de tanto ficar na minha cabeça. Você ficava lá, dançando no mesmo lugar e desgastando meus pensamentos cada vez mais.
As vezes, o que meu está em você é só saudade mesmo. Saudade de ver você tocando minha guitarra e pensar "Ele é o cara mais lindo que já conheci em toda minha vida". Ainda penso isso, mas penso de um jeito diferente. E não sei se esse jeito é um jeito bom. Desculpa, sério.
Eu sai correndo aquele dia que te vi, por medo de você ter me esquecido. Já faz tanto tempo que a gente não se vê, que acho que a chama já se apagou. Mas de qualquer forma, meu candelabro ainda está aceso. E dependendo de mim, não se apaga tão cedo. Você sabe como eu sou, adoro sofrer por razões bobas.
Veio me passando a vontade de ter, e a cada dia, venho vendo o que meu está em você. Talvez eu não descubra agora, talvez descubra bem depois. Mas vai por mim, essa nossa história ainda não acabou. As vezes eu queria só um beijo. Um último beijo, só pra saber por 15 segundos, a sensação de ter na comigo. Mas se eu não consigo nem o seu olhar, seu amor é impossível.





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2 comentários:

  1. Bah eu AMO seus textos! É tão simples mas tão profundo mds, assim você acaba comigo!

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