Tudo o que eu não fui

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Acabei de sair de um jogo de queimada em um resort que visito à dois anos. E a um ano atrás, eu estava nesse mesmo computador lendo coisas melosas e engraçadas sobre o natal. E naquela época, eu odiava quem escrevia essas coisas.
Mas, hoje, eu li um texto de uma amiga falando sobre todas as pessoas importantes do ano dela e até fiquei chateada por ter tido um ano lixo. Eu realmente queria ter tido um ano legal para compartilhar com vocês. Mas como nós somos amigos, não vou compartilhar só as coisas boas da minha vida.
Em 2014, primeiramente, criei esse blog. Que, por ter começado como um passatempo idiota, me tornou uma pessoa diferente e me fez uma pessoa totalmente compreensiva. Descobri amigos anônimos e amigos nem tão anônimos assim. Conheci pessoas que me fizeram crescer internamente e externamente (continuo na mesma altura). E amigos inimigos, e inimigos amigos.
Em 2014, eu me apaixonei de verdade. Não foi aquela besteirinha de andar de mãos dadas na praça e falar um "eu te amo" de vez em quando. Foi aquela paixão de necessidade e desespero. Coisa que eu já compartilhei nesse blog e vocês vivenciaram meus dramas. Tive meu primeiro coração partido, o que foi uma das razões de criar esse blog. E sim, aprendi a como escrever direito. Acho que isso vocês notaram.
Conheci pessoas maravilhosas e pessoas nem tão maravilhosas assim. Pessoas que me inspiraram na vinda e na partida. Pessoas que eu posso nunca mais ver na vida, mas de que algum jeito, eu sei que estão comigo em qualquer lugar. E eu não estou falando de Jesus ou sei lá o que.
Em 2014 fiz amigos de verdade. Perdi amigos de verdade. Descobri pessoas de verdade e tirei muitas máscaras. Principalmente, as minhas.
Em 2014, eu escrevi meu primeiro livro. E que só Deus sabe se eu vou publicar. Realizei sonhos, deixei de acreditar em muita coisa, perdi várias vezes as esperanças e quase me entreguei para o lado mais fácil. O fácil nunca é bom, e o bom nunca é fácil.
Em 2015, vou sentir falta desse resort. Pessoas que eu me apeguei tão facilmente em tão pouco tempo, e que eu nunca mais vou ver. Claro que tem aquelas que vou me esforçar para ver no próximo ano (e não é só mais uma das minhas vítimas).
Em 2015, eu vou realizar meus sonhos. Vou rever todo mundo que eu sinto falta, vou fazer diferente e vou ter o melhor ano de todos. Vou publicar meu livro, viajar com minha melhor amiga e fazer tudo o que eu sempre quis fazer, mas nunca tive coragem.
Quero ter pessoas de verdade do meu lado. Não aquelas que vão te procurar só quando precisam ou qualquer coisa do tipo. De decepção, 2014 já tá esgotado. Quero ser uma pessoa diferente, alguém menos egoísta e irritante. Quero chorar menos, ser mais forte e aceitar as coisas (e pessoas) do jeito que elas são.
Quero ser aquela pessoa que as pessoas se apaixonam no metrô. Sabe aquele amor de 3 minutos de quando alguém entra no mesmo metrô que você e você imagina uma vida inteira com ela? Mas de certa forma, você sabe que nunca vai ver essa pessoa de novo. Não quero ser bonita, magra ou tão superficial quanto eu sou agora. Dieta eu faço. Mas dieta de alma, nem sal grosso resolve.
Sentada, aqui, nessa cadeira que marca a minha coxa e digitando com esse teclado horrível, eu parei pra pensar em tantas coisas que eu tenho e que eu não dou valor. Poderia estar em casa, na minha cama com o notebook no colo. Mas não. Me abri para novas experiências e decepções. Quebrar a cara e viver e a vida como frangos no abate.
Em 2014, eu fui uma Bárbara. Mas em 2015, eu vou ser a Bárbara. Não um amor de metrô qualquer, mas um que dure 5 minutos ou mais. Aquela que não se desidrata de chorar e que é burra a ponto de matar o próprio coração. Mas aquela, que além de imperfeita, se esforça.
Um espírito totalmente evoluído e humilde. Mas que tá nessa Terra, só por diversão.


xoxo,
-B







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2 comentários:

  1. ótimo texto, sempre inovar, ser melhor em vários aspetos, cada dia viver um pouco mais e aprendendo a ser alguém para ser lembrado

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