Beach, please

2 Comments

Era o último dia da maioria de nós. Fizemos uma rodinha no meio da recepção e dissemos as coisas favoritas daquela viagem de cada um de nós. A maioria disse que amou conhecer a turma. Coisas clichês e tal. Eu, particularmente, adorei tudo. Adorei até as coisas que não devia adorar. Sei que posso nunca mais ver ninguém daqui (ou de lá). Mas de alguma forma, eu sei que isso é um livro sem pontos finais. Podem ter virgulas, parenteses e aspas. Mas eu nunca vou deixar essa história acabar.
Despedidas são uma merda. Choros, abraços e beijos para todos os lados e um "vou sentir falta disso" a cada passo. Mas tenho que admitir que vou sentir falta disso.
Eu fiquei me perguntando, quantos amores de verão existiram nesse hotel? Amores que acabaram igual o meu acabou (ou não) ou amores que esperaram um hotel qualquer para acontecer. E a cada passo, mudam de direção. Cada flor e cada amor, que se desmancham nas primaveras da vida. Mas no meu caso, foi um verão. Tão quente, que me derreti. E derretida, eu me afoguei nas águas do mar.
Lembro das corridas na praia. De pisar em águas-vivas roxas e tacar areia em todo mundo.
Sinto falta das idiotices do Vitor Hugo. Do abraço da Ana e da Nara, da risada da Luiza, do inglês da Mercedes e  de todos os argentinos, que cá entre nós, eram maravilhosos. Vou sentir falta das palhaçadas do Mineiro, de nadar de noite, de ir pra praia andando e pular da ponte. E principalmente, dele. Ele, que tornou uma chama fria e acendeu um candelabro dentro de mim.
E eu, toda partida e desmancha, deixei essa onda me levar, sem saber aonde ela ia. Por sorte, ela ia para um paraíso. Mas um paraíso bem legal. Onde tinha dançarinas de hula-hula e água de coco de graça. E corações, que nunca mais irão se partir.
Engraçado que, mesmo com chuva, a praia parecia quente. Mesmo a noite, meus olhos brilhavam. E mesmo com calor, eu me sentia vazia. Entre gente bêbada, beijos que não deram tão certo assim e pessoas que querem te tirar de cena a qualquer custo, eu aprendi muitas coisas nessa viagem. Sempre achei que Salvador mudava as pessoas. E eu sempre estava certa.
Cheguei lá querendo ir embora. E fui embora querendo ficar. É engraçado como você só dá valor para as coisas boas quando você as perde. E Deus, eu daria qualquer coisa para repetir esses 12 melhores dias da minha vida. Foi bom ter uma rotina sem rotina alguma, poder comer sem se preocupar, borrar a maquiagem na água do mar e essas coisas que toda praia oferece. Tenho que admitir que eu me afoguei umas quarenta vezes. Mas eu nem ligava, porque eu sabia que sempre ia ter alguém pra me salvar. E cada um deles, me salvou de alguma forma.
Eu sou eternamente grata a cada um deles. Por incrível que pareça, eu consegui esquecer meus problemas por 12 dias. Mas todos eles voltaram alguns dias depois. Obrigada por todas as experiências e palhaçadas. Obrigada por mudarem a minha forma de ver o mundo e me fazer acreditar que os sonhos podem se tornar realidade. E não preciso de uma varinha ou um pozinho mágico para isso. A magia está dentro de mim. E é isso que muda o mundo.

E pra quem ficou curioso de onde eu estava, clique aqui.


xoxo,
-B




You may also like

2 comentários:

  1. Olá! Gostei muito da sua postagem, adorei o blog.
    Parabéns e sucesso.
    Felicidades e tudo de bom.
    Que 2015 te traga muito sucesso!!! Bjs.


    http://juliana-editions.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir