Flocos e Chantilly

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E se não for pra ser? Não foi. As pessoas dizem que a gente não se parece nadinha, e eu sempre discordo com esse comentário ridículo. Fala sério! Ninguém me conhece o suficiente para falar isso. Muito menos, te conhecem. E quem ousaria falar que não somos parecidos? Isso é um absurdo. Deveria ser contra a lei falar uma coisa dessas.
Será que elas sabem que nós dois preferimos o Aquaman do que o Batman? Eles sabem que o que nos uniu, basicamente, foi o Joy Division? Eles sabem dos nossos planos? Eles sabem do nosso ódio por uma tal banda aí, que não vale a pena mencionar o nome? E será que eles sabem, que a gente compartilha filmes, séries, músicas e até calor do nosso corpo? Com certeza, eles não sabem. Não mesmo
Não somos namorados. Não somos amantes, melhores amigos ou qualquer coisa. A gente é meio que tudo isso junto, só que bem mais legal. É como se você fosse um pote de sorvete de chocomenta com flocos. Fica tudo mais legal quando tem sorvete de flocos no meio. E assim é com você. Beber água no intervalo da escola nunca pareceu tão interessante. Sextas-feiras a tarde, nunca foram tão divertidas. E enfrentar uma chuva, molhar o tênis e ficar suja de barro, nunca pareceu tão útil.
Sei, sim, que isso pode dar errado (como todos os outros deram). Mas eu deixei de me importar com o futuro recente a um tempo atrás. O que é futuro recente? Simples. É o futuro, que acaba de acontecer.
Hoje te expliquei, que somos um copo de cappuccino. No comecinho, éramos a base do copo. Aquilo que sustenta o sorvete, o café, o leito e o chatilly. Depois, subimos um pouquinho e chegamos no café. Não é cappuccino sem café. E o leite, faz parte, mas não é tão necessário. O sorvete, deixa tudo mais gostoso (ainda mais se for de flocos). E o chatilly, é o toque final que a gente precisava. Aquele que você sempre deixa no final do copo, mas hoje, você deu ele pra mim.
Você me faz rir. Mas não é como alguém que me conta uma piada forçada, sem graça alguma, e que eu só rio porque sou idiota. Sua risada me faz rir. Suas histórias. Seu passado. O nosso passado, presente, futuro.
Existe futuro mesmo? Ou isso tudo é só um joguinho de tabuleiro para esperar a luz voltar? Bem, digamos que a luz já voltou a muito tempo. E notamos isso. Mas estamos aqui, na luz de velas, jogando os dados para ver quando eles cairão em números iguais. Eu aposto no 6 e no 6. E aposto em nós dois, também.
Joguei minhas cartas na mesa. Em uma delas, tudo estava dando certo. Na outra, discordavam. E em outra, já diziam que o jogo acabou. Acabou? Tudo bem, recomeça aí. Traz mais uma dose, que a noite vai ser longa... Pega o guarda-chuva, que tá chovendo. Mas relaxa, senta aí. Não vamos voltar para a casa tão cedo. Talvez, nem voltaremos hoje.
A gente fica bêbado, só de beijar um ao outro. Chegamos a rir do vento em situações extremas. Podem me chamar de idiota, por me apaixonar por qualquer um que fale coisas bonitas e poéticas para mim. Mas é esse tipo de decepção, sofrimento e negatividade que me mantém viva. Uma vez ou outra eu escrevo sobre coisas legais. Mas elas quase nunca tem graça.
Não somos lá o casal mais romântico de Nova Lima. Não somos lá os mais parecidos. Mas, meu coração bateu forte hoje com o seu abraço. Isso deve ser um sinal. E todo mundo sabe, como eu odeio os sinais que a vida me dá.




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2 comentários:

  1. <3 eu amo muito seus textos, continue escrevendo para toda a eternidade <3

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