Epitáfio

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Nascida na vida, procurado da felicidade. Apaixonada eterna, amante dos céus mas continua solitária do mesmo jeito. Muito pequena para esse mundo e muito grande pra mim mesma. Sonhadora até demais e quando não pode ser, mas eu meio que não me importo muito com isso. Poeta ao acaso e uma música mal escrito. Pegou no violão uma vez, nunca mais largou.
Inútil, fútil e supérflua. Voadora sem asas. Muito voadora para uma gaiola só. Esperando um grande serendipity da vida em uma cafeteria no final da rua. E eu realmente espero já ter encontrado isso. Espírito errante, mas eu já me acostumei. Totalmente imperfeita e adorável. Já matei milhões de pessoas na minha cabeça e já beijei bilhões - isso inclui cantores britânicos e atrizes americanas.
Auto julgadora mas eu já estou em tratamento. Ex-suicída e futura conservadora da própria realidade. O que é meu maior problema. Quem sabe eu me arrependa de algumas coisas. Estranha, em relação ao meu próprio padrão e não sigo o futuro. Perdi o destino no meio do caminho e acabou que não voltei pra pegar. Não sou cheia de experiencia ou razão, mas pelo menos entendo meus erros. Me irrito fácil com qualquer coisa e minha paciência tem - de fato - um limite.
Por favor, não me teste.
Odeio frutas, verduras ou legumes. Não gosto de lasanha e coloco creme de leite na comida. Amo filmes de terror, mas morro de medo. Meu passado me condena e meu futuro mais ainda. Peço pizza sem azeitona (quem gosta de azeitona?), amo torta de frango com catupiry e sou coberta e recheada de sonhos. E falando em sonhos, sonho direto com gatos pretos e de vez em quando, com peitos.
Já deu pra notar que eu não tenho vergonha na cara, mesmo. Eu meio que me orgulho disso, pois minha maior vergonha, sou eu mesma. E sabem de uma coisa? Eu gosto das minhas vergonhas. Odiar algo maravilhoso, pagar caro por arriscar demais e viver de um jeito... diferente.
Acredito em superstições e tenho medo da morte. Na verdade, ultimamente, nem tanto. Aprendi a jogar esse jogo da vida, que não tem tabuleiro nem jogadores. E esse jogo que você só perde, eu tento vencer.
Já fui assaltada, e não é nada legal. Acredito que o sofrimento é proporcional ao sucesso e meu sucesso ainda está perdido.
Sou alguém que caiu aqui por acaso, e não pretende ir embora tão cedo.
Prazer, ninguém.




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