Velhice

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O que eu deixei passar
e o que se foi com tempo,
ou o que por pura opção,
me abandonou com meus anseios.

Quanta idiotice escrever
sobre as coisas que me deixam.
Eu vivo perdendo as coisas
e as coisas vivem me perdendo.

Sou só escritora de primeira viagem,
comprei uma passagem só de ida.
E por solidão precoce
decidi abandonar a vida.

Foi uma escolha equivocada
mas há quem diga que foi um erro.
E de repente em minha mente
encontro o ego perfeito.

Não sou sozinha por aqui,
estou em constante mudança.
Mas nesse lugar de vítima
eu já perdi a esperança.

Mordo a ponta das canetas,
faço palavras da minha droga.
São as únicas coisa que tenho
e elas não podem ir embora.

Tão egoísta que esqueci
de lembrar dos meus acertos.
Enquanto me perco no meu pulso,
eu me acho em qualquer leito.




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