Te Trago

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Acendi aquele cigarro
que estava no fundo da minha clareza.
E que em um estalo,
não há mais nada que acontece.

E toda minha inocência,
se foi com nicotina.
Enquanto fecho os olhos e respiro.
Sempre repetindo a mesma rotina.

A fumaça do seu coração
me deu câncer de pulmão.
E agora estou doente,
caída no chão.

Na realidade, estou sozinha.
Analisando sua afeição.
E o seu abandono
me matou de solidão.

Te trago.
De volta, para mim,
sim.
Assim.

Fica preso na minha garganta
tudo aquilo que quero te dizer.
Mas por algum motivo
qualquer coisa começa a me abater.

Eu sentei na beira da estrada,
tentei ligar para o meu juízo.
Eu já estava acabada,
e drogada pelo seu sorriso.

Te trago.
Como um cigarro sem fogo.
E te levo.
Como se fosse um simples jogo.




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