O que aprendi com a solidão

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Eu venho tentado escrever sobre o que eu estou sentindo já faz um tempo. Tentei achar algumas palavras nesse dicionário da vida, onde a gente nem sempre acha as respostas e as palavras certas. Procurei no fogo de um isqueiro, no fundo de uma lata de refrigerante, numa conversa super cabeça com o namorado da minha melhor amiga. Mas tem uma frase que sempre que penso nela, entro em uma crise profunda: "Quanto mais eu tento me achar, mais eu me perco".
Desde que eu comecei a questionar a vida (coisa que eu nunca fiz, e não me orgulho de fazer), venho me preocupando com o futuro e com a porcaria do passado. Eu nunca me preocupei com quem eu sou ou com o que eu quero ser. Na maioria das vezes, quando me perguntavam o que eu quero ser quando crescer, eu respondia: "Quero ser grande". Mas atualmente, e nas atuais circunstancias, eu respondo: "Quero morrer aos 27 anos".
Bom... se tudo der certo, eu ainda tenho 12 anos. 12 anos pra me procurar e me achar. Mas eu não acho que essa parada de se encontrar seja a coisa certa a fazer. Às vezes, eu já me encontrei, e só tenho que me acostumar comigo mesma. É claro que a gente é cheio de fases. Fases dessas que não mudam toda semana, como as da Lua. Mas fases que de experiências, anos, conhecimentos e anotações, vão mudando.
Eu tenho pensado muito em suicídio. Não em tomar uns comprimidos ou cortar uma veia da coxa. Mas o simples ato de se amarrar em uma corta e pular de uma cadeira. Venho pensando muito nessa cena. E será que é assim que eu vou me achar?
Tenho pensado muito em perdas também. Acho que quando perdemos alguma coisa, ela sempre vai voltar. De uma forma boa, melhor ainda, ou péssima. A gente nunca vai se livrar totalmente de uma coisa. Por exemplo, quando eu achei que tinha abandonado a depressão, olho para os meus braços todos os dias e vejo umas linhas aleatórias que não, não são arranhões de gatos.
A tristeza, por mais que você tente esconde-la com uma garrafa, um beijo, uma noite, uma droga qualquer e barata, ela sempre vai estar lá.
E sobre o que eu estou sentindo? Bom... eu sou confusa. Nunca achei as palavras certas. Pra nada. Tudo isso que eu escrevo e vocês acham que eu escrevo super bem, é só uma bagunça. Quem se identifica com uma bagunça, é uma bagunça.
As palavras certas estão por aí. Perdidas em algum lugar no mundo. No abraço do meu namorado, no olhar orgulhoso da minha mãe ou na minha música favorita.
Eu só espero, encontra-las um dia.





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