O Sol, a Lua e as estrelas

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Eu descobri esses dias, com esses ensinamentos de física e palavras do meu sábio professor, que eu realmente gosto de estrelas. Gosto do espaço, das descobertas, dos planetas, dos vazios. Gosto de observar, escrever e não falar nada. Não gosto apenas de estrelas. Tenho mania de gostar de tudo que não está ao meu alcance.

Ultimamente, vendo tantas constelações, desvendando as seis mil estrelas que estão na nossa vista, e ficando com muita raiva por nunca conseguir descobrir nada sobre essa imensidão toda, eu criei angústias. Eu ando muito nervosa, estressada, cansada. E quem diria, que a culpa, disso tudo, é das estrelas.

Sim, eu quero muito ser astrônoma. Quero ver o que há fora daqui, o que eu posso descobrir e calar a boca de um monte de um gente. Mas eu não consigo sobreviver com o fato de que eu sou tão insignificante, que +1 ou -1 acaba não fazendo diferença. E tudo que eu descobrir, será minusculo. Se na realidade, aqui na Terra, nada disso tem tanta importância, imagina fora daqui?

É, eu estou meio estressada. Muito. Estou perdida, estou pirando, estou cheia. E tudo isso porque eu nunca vou conseguir desvendar todos os enigmas do mundo, terrestres ou não. Não consigo decifrar palavras, imagens, olhares, mentiras, verdade, indiretas, sentimentos, risadas. Não consigo nem me decifrar! Estou cheia de angústias, raivas e desistências e essas coisas estão me matando. Olhar para o céu e pensar que tem um mar de coisas para descobrir lá fora e que eu nunca vou conseguir ver essas coisas, me machuca muito.

O que eu aprendi com tudo isso? Na verdade, não aprendi nada. Eu só criei mais perguntas e todas elas, não tem respostas alguma. Me deixei sem paciência, criei expectativas, saí pra comprar algo pra beber e continuei na mesma posição por anos.

É, isso tudo me mata.

"Respira e não pira" tem sido meu lema. Mas eu percebi que eu já respiro sem pensar, e também piro constantemente.

Estou cheia de confusões e cada dia que passo me sinto com mais raiva. Decidi ser ignorante com quem merece e ser fria como o tempo. Fico guardando essas coisas pra mim, e tá chegando a hora que vou explodir.

Cheguei a uma conclusão de que eu não tenho capacidade nem para de me decifrar. Como vou decifrar o tão enorme e temido universo? Existem seis mil estrelas, 88 constelações, um Sol e uma Lua no céu. E cada coisa tem algo para me ensinar. Só acho que uma hora eu vou me perder de tanto me procurar.

É. Acho que ninguém vai se importar, mesmo.





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Um comentário:

  1. Bárbara, a sua facilidade com as palavras me encanta. Te admiro muito e você me inspira a escrever também. Suas palavras merecem muito mais que um blog! Muito sucesso sempre.. Parabéns ! *-*

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