Depoimentos de uma garota que pouco sabe sobre o amor

13:40



Olá. O meu nome é Bárbara, eu tenho 15 anos e já se faz um pouco mais de um ano que estou apaixonada. Graças ao bom senhor Jesus Cristo, essa paixão não é platônica. Mas isso não significa que seja fácil. Muitas pessoas acham que quando começam a namorar com uma pessoa, é como se tudo já estivesse se resolvido. "Conquistei Fulana de tal e agora deixa rolar". Não é bem assim que o trem anda. Na verdade, eu também pensava assim. Mas eu descobri que a parada é totalmente o contrário, depois de um tempo.
Eu não sei muita coisa sobre o amor. Quando eu era pequena, meus pais se separaram e desde então eu tenho um contato bem próximo com o abandono. Depois, minha mãe casou novamente com um cara bem bacana, mas a relação dos dois não era lá essas coisas. E meu pai? Ah... Um caso mal resolvido que só Deus sabe onde essa história vai parar. Desde pequena, eu me sentia bem sozinha em todos os aspectos, e quando eu mais precisei de um colo ou, realmente, um amorzinho, eu tive que lidar com programas de TV, músicas novas e macarrão com queijo.
Eu nunca tive, dentro de mim, a semente do amor. Eu tive que plantar. Admito que meu signo ajuda muito nisso. Eu me apaixono por qualquer sorriso bonito, voz acalmante e gosto musical indiscutível. Mas é bem raro eu seguir apaixonada por um tempo. É raro eu não querer trocar tal pessoa por outra "melhor". Não existe melhor quando se trata de amor, não é?
Bem... Com o passar dos anos e observando todas as pessoas ao meu redor, eu nunca consegui definir ao certo o que é esse tal de amor. Não sei se é só uma palavra, não sei se é como um orgasmo que a gente só vai saber se teve quando sentir. E quando você sentir, você sabe que sentiu. É. Talvez o amor seja um grande orgasmo que dura por dias, meses ou anos. Mas eu não sei, nunca senti. Nenhum dos dois.
O amor é isso que a gente sente logo de cara? Ou o amor é construído, como peças de lego? É, eu nunca vou saber qual a teoria do amor. Talvez eu nem saiba a prática. Mas quer saber? Qual a minha pressa se todos nós vamos morrer de amor? Temos tanto tempo, temos tanta graça. Temos tantos meios para amar, e nem importa se somos amados.
O maior erro de quem ama, é esperar ser amado de volta. O mundo só vai conhecer o verdadeiro amor, quando todos amarem incondicionalmente, sem esperarem um grão de feijão em troca. Eu posso não saber muita coisa sobre o amor, mas eu sei que amor não se vende. Não se troca.
São tantas coisas que criamos sobre o amor. Amor virou lenda urbana, e acaba que todos nós tememos ele. Amor pode ser comparado à muitas coisas. Mas a sensação que ele realmente trás, nós só saberemos quando sentirmos. E podem ter certeza, que isso vai demorar décadas. O amor verdadeiro não é desse mundo. Nós desconhecemos o amor. Nós só conhecemos o romance, a paixão.
Amor no dicionário: Afeição profunda a outrem, a ponto de estabelecer um vínculo afetivo intenso, capaz de doações próprias, até o sacrifício. 
Sacrifícios, entendem? É isso o que queremos. Sacrifícios, doações. Ações. Onde está tudo isso, afinal? Nós deixamos o amor se tornar palavras, mas ele perdeu seu real significado. Gastamos tanto tempo escrevendo sobre ele que esquecemos de vive-lo. Esses amores de filmes? Bobagem! O amor não é nem de longe essa coisa fácil. Mas depois de tantos obstáculos, o amor pode ser o que você quiser.
Vamos criar um grupo de busca, para ir atrás desse amor que muitos prometeram, e poucos ousaram cumprir.
Mas, na verdade, eu não faço ideia do que eu estou falando aqui. Eu não conheço o amor. Conheço o amar, desconheço o ser amada. Mas o amor... Ah, só ele se conhece.
E olhe lá. 



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