Bagagem

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Bom, vamos lá. Quantas vezes eu já escrevi sobre o fim, não é mesmo? Quantas vezes eu disse adeus para algo que acabou voltando? Ou quantas vezes, eu nunca me despedi de algo que nunca foi embora? É. Pois é. Várias vezes. E nessas várias vezes, eu sempre saí mais fortalecida do que eu entrei. Pois é sempre a mesma coisa. Começa e termina exatamente do mesmo jeito. E não há nada que eu possa fazer sobre isso.
Eu comecei a achar que eu atraio o fim pra mim. Eu que acabo com tudo, e que o problema é sempre comigo. Eu comecei a acreditar fortemente nisso, até que eu percebi, que eu preciso que tudo seja exatamente igual. Eu preciso desses vários fins, eu preciso de quebrar meu coração em três e sempre colar ele todo de novo.
Sabe o amor? Então, eu evito ele. Eu evito até certo ponto, mas eu nunca consigo resistir às suas tentações. Ele sempre me seduz, e eu sempre caio em seus braços. Mesmo sabendo de todos os seus efeitos colaterais. É impossível. Eu me entrego.
Sabe de utra coisa? A saudade. É, eu tenho saudade de várias coisas. Eu tenho saudade de tudo aquilo que a gente foi juntos, ou separados. Sinto saudades. Mas isso, eu consigo resistir. As pessoas se enganam quando falam que o amor está dentro da saudade. Pois eu acho justo falar, que podemos sentir falta de algo, e não necessariamente querer-la de volta.
Não que eu não queira isso de volta. Não que eu não sinta falta. Eu quero. Eu sinto. Mas até quando? Quanto tempo vai demorar, até voltar tudo do começo, girar a roleta e decidir que vai acabar do mesmo jeito? E o que mais me aflige, por que eu nunca aprendo que o fim será exatamente igual?
Eu estou sozinha, entende? Agora, eu não tenho pra quem mais falar minhas ideias malucas, minhas conquistas ou piadas ruins sobre bandas, músicas e filmes. Mas por que isso tem que ser ruim?
É, eu sinto a sua falta. Eu te quero de volta. Mas como eu sempre digo, eu cansei de pedir. Está na hora de deixar as coisas escolherem seus rumos, e por mais que eu queira, não sou eu que escolho. Está na hora de começar a acabar diferente.
E como eu faço isso, afinal? Eu não faço ideia. Eu só sei que eu preciso tomar algumas decisões dolorosas na vida. E pode ser que essa ferida demore para virar uma cicatriz. Pode ser que ela se abra de novo. Mas eu parei de me cobrar isso, e comecei a só sentir a dor. A dor, o amor.
Se dói? Ah, meu amor... Doí muito. Mas eu já até me acostumei. Esses pontos no meu braço não são sinais de fraqueza.
Seja lá por onde você andar, eu sempre vou estar no mesmo lugar. Esperando o próximo trem, seja lá pra onde ele for.
Quando quiser sentar do meu lado e apreciar a viagem.
Eu tiro a bagagem, e você poderá voltar.




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