São Paulo

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Nunca tinha pisado naquele lugar. Nunca tinha entrado em uma cidade tão grande, e ao mesmo tempo tão pequena. Não conheci o mundo fora desse fim de mundo que chamo de cidade natal. Nunca tinha me apaixonado tanto com ruas, pessoas e  culturas que eu em conhecia antes.
Eu vi o quanto a variedade ali dentro é enorme, e como tudo é natural. Como a felicidade está em todos os lugares, e você sempre vai ver alguém sorrindo. Que a pressa das pessoas nem sempre é algo ruim, que o tempo passando não significa que está perdendo tempo. Que o metrô é um ótimo lugar para pensar, e que o ar nem é tão poluído assim.
As coisas são tão próximas. Você conhece o mundo inteiro, só atravessando a rua. Tem restaurante japonês, italiano, francês... Você vira a esquina, e conhece uma cidade nova. Vira mais uma rua,conhece um país inteiro. Se vira o mapa de cabeça pra baixo, tudo fica exatamente no mesmo lugar.
Eu tive as melhores experiências da minha vida.Conheci minhas melhores amigas, dei os melhores rolês, ri muito. Realizei sonhos.
Meu Deus, meu lugar não é aqui. Peguei aquele avião, sem esperança ou expectativa. E desembarquei, já querendo voltar. O meu lugar, meu Deus, não é aqui. É lá. Misturada, infiltrada. Na correria, na agitação. Relaxar só final de semana, e olhe lá. Eu quero é trabalhar, quero aprender, quero enfrentar. Quero um pouco de solidão, quero um pouco de calor. Quero receber tudo o que São Paulo tem pra me dar.
O trânsito nem chegou a ser um problema. O frio nem me incomodou. A frieza das pessoas, eu já estava acostumada. Só acho que em um lugar tão gelado, eu consigo me aquecer na luz que encontro lá.Aquele sim, é meu lugar.
O que mais eu vou encontrar lá? Um dia, será, irei voltar? É, eu espero que sim. Ainda não resolvi tudo o que tinha pra resolver. Deixei coisas inacabadas, não entendi algumas. Esqueci muita coisa, mas trouxe outras de lá também. Tipo, esse amor eterno que terei em meu coração.
Ah, São Paulo... Quando é que vamos nos reencontrar? E eu poderei apreciar seu ar, seu chão. Quando é? Me diz.
Mas de qualquer jeito, eu só tenho o que agradecer. Por ter entrado pra minha memória. Não só do passado, mas do futuro também. Obrigada por ter sido tão carinhosa comigo e por ter me acolhido tão bem. Não me sentia feliz assim fazia um bom tempo.
A gente se vê, Sampa! Até a próxima.




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