O que não consigo explicar

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Eu venho tentando entender o que eu sinto por você. Sinto muito, mas esse não vai ser mais um texto que alimenta seu ego enquanto eu digo que sinto sua falta, te quero de volta e falo das nossas melhores lembranças que acabaram sendo esquecidas no meio dessa confusão toda. Quer dizer, você esqueceu, né?
Então... Superação é uma palavra meio forte. "Super" e "ação". É um atitude tomada em um devido impulso, com consequências estrondosas. Até onde a gente supera alguém de verdade? Apaga, transforma, destrói. É complicado, a gente até quer esquecer. Mas sempre tem aquela música, aquele filme, aquele cheiro, aquele sabor. Sempre "aquele". E bem, comigo não é diferente. Eu já não penso em você de madrugada, não choro por sua causa em devidas circunstâncias, não falo de você o tempo inteiro. Não cheguei na fase em que te desejo toda a sorte do mundo (ainda). Eu ainda imagino você morrendo atropelado por um caminhão de vez em quando, mas toda essa raiva passa quando eu como um chocolate ou abraço minha melhor amiga. Tenho que entender que nem minha raiva você merece mais.
O seu abraço está pregado no meu quadro, junto com as fotos. Todos os dias eu me questiono se deveria tira-lo de lá, mas não. Ele fica. Mas não fica como se eu quisesse mantê-lo ali. Ele fica porque eu não vejo mais como se fosse o nosso abraço. É só um abraço, é só uma playlist. E antes eu queria me convencer disso, mas hoje eu entendo. Algumas coisas acabam perdendo o significado.
É, eu esperei que você ficasse. Mas fazer o que, eu tenho a mania de caçar problemas.
Talvez você esteja lendo esse texto e rindo da minha cara, enquanto bebe um copo de rum e beija uma mina muito mais linda/gostosa que eu (o que não é tão difícil). Mas seja lá o que você esteja fazendo, eu realmente não ligo mais. E se hoje eu escrevo isso, é pra preencher as páginas em branco que minha vida mandou eu escrever. E eu escrevi você. E como eu descobri que esse não é o tipo de livro que se apaga, eu só escrevo outra história. Mas isso não é da sua conta.
Eu ainda guardo uma raiva dentro de mim que tem vontade de rasgar a sua cara com minhas unhas. Mas outras partes só pensam: "Credo Bárbara, vai quebrar a unha por ele?". É complicado, mas eu gosto de me sentir assim. Acabei me acostumando com minha confusão e não deixei ela me consumir. Ela sou eu, e não dá pra fugir de mim mesma.
Ainda tem muitas coisas que queria te falar, mas que já foram dita. Por isso eu nem gasto meu tempo escrevendo mais cartas e etc e tal. O tempo toma providência a partir de agora. Eu fiz tudo o que eu podia.
E os milhares adeus que eu te dei, eles começam a fazer algum sentido. O tempo vai passar, os ventos vão mudar de direção. Mas no meio de tantas certezas, a minha única dúvida nem me incomoda mais.




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2 comentários:

  1. você escreve tão bem!! Já me senti assim, e superei uuuh
    Adoro ler seus textos <3

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  2. Essa foi a primeira vez que li um de seus textos e amei,é como se os sentimentos confusos que tem dentro do meu coração agora fizessem sentido!O que eu não conseguia explicar você escreveu e me representou tão bem...

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