As coisas

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As coisas não tem sido fáceis por aqui. Tenho tentado manter a cabeça erguida, me resistir a certas tentações, pensar positivo. Olhar sempre pra frente. De certa forma, eu estou indo bem. Mas é difícil continuar assim quando meu próprio coração fica querendo me passar pra trás.
A saudade sempre vai bater, isso é inevitável. Sempre bate a vontade de chama-lo para conversar sobre um filme incrível que eu vi ontem ou sobre a banda que abriu o show de sábado passado (que se sobressaiu em relação a banda principal).  Até eu lembrar que eu não tenho o número dele, mas ele tem o meu e não se lembra de mim.
Penso que, talvez, essa distância que mantemos sem termos saído do lugar seja melhor. Algumas coisas machucam sem precisar de muito esforço. Algumas coisas não vão dar certo. Já passou da hora de perceber que a vida nunca vai dar o que a gente quer, do jeito que a gente quer. Ela sempre precisa mudar o roteiro, para o filme ficar mais emocionante.
Mas de qualquer forma, ele não é meu único problema. Na verdade, isso não chega a ser um problema. Meus problemas começam com E, o nome dele começa com M. Ele não é mais digno de ser meu problema, digamos.
É que as coisas não param quietas. Que coisas, afinal? Essas coisas que eu não consigo dar nome. É tudo abstrato, sem forma, sem cor. É tudo flicts. Procurei um significado para as minhas "coisas", mas infelizmente, o dicionário não gira em torno do meu umbigo.
Minha mente parece um carrinho bate-bate, brigando consigo mesma sobre o que é certo ou o que é errado. Por causa disso, eu não durmo direito há dois dias.
Queria conseguir escrever mais sobre meus problemas, mas o problema é que eu ainda não sei quais são eles. Só sei que ultimamente eu me sinto bem... Confusa, talvez. Não, acho que não. Eu saberia se eu sentisse alguma coisa.
Ando querendo desaparecer, mas não para sempre. Querendo viajar para longe, relaxar um pouco e analisar outros finais para esse filme que nem gênero tem ainda. Ok, vamos pensar.
Romance? Não, não mais.
Comédia? Não, muito sem graça.
Documentário? Fala sério, quem iria assistir um documentário sobre mim?
Mal posso esperar para escrever o último texto do ano, falando sobre as dificuldades que enfrentei e como eu me fortaleci. Não posso deixar de dar meu mérito, afinal, uma boa guerreira reconhece a sua luta. Apesar de todos os conflitos -externos e internos- tenho certeza que um pedaço de mim está mais forte agora.
Espero que o final desse filme valha a pena. Não paguei ingresso à toa.


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