Uma dose de amor, por favor

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Eu venho tentado escrever mais sobre o amor. Não sobre alguém específico, mas sim sobre o amor em si. A teoria, a prática, o conceito e todas as suas ramificações. Mas de alguma forma, eu perdi as palavras que antes me auxiliavam a falar sobre isso. O "amor" (aspas é sempre importante) já não é mais tão importante como era há um ano atrás. Engraçado pensar como as coisas mudam, não é?
Até tentei me apaixonar novamente, entrar em total delírio por alguém (igual eu fazia antigamente). O meu desespero por inspiração era tanto que qualquer vestígio de paixão era o suficiente. Mas minhas tentativas foram inúteis. E isso não significa que meu coração esfriou ou que meu mapa astral estava errado (Sol em câncer, Lua em peixes, você queria o quê?). Mas significa que eu acabei encontrando esse amor dentro de mim e parei de procura-lo em pessoas que não tem amor nenhum pra dar. A sensação de que eu me basto ainda é um software novo no meu coração e ainda é identificado como vírus algumas vezes. Por isso rola umas recaídas aqui, outras ali. Mas eu sempre percebo que puff, eu sou maravilhosa demais pra ficar triste.
A solidão era tão frequente no meu dia a dia que, agora que ela é só uma palavra, parece que existe um buraco dentro de mim. E de fato existe! Mas eu prefiro me sentir vazia do que cheia de escuridão, e digo isso com certeza pois já experimentei os dois lados. Preencher esse vazio com coisas que fazem sentido é meta para outra idade.
No momento, tudo o que eu preciso é aproveitar essa dose de amor próprio que tomei direto na veia, sem dó ou piedade. Foram meses longos até eu me curar. Até eu conseguir respirar novamente, sem querer desistir de existir.E agora que eu estou bem, eu preciso mostrar pro mundo o quão incrível eu sou. E é por isso que eu pintei meu cabelo de azul, saí da dieta, comprei roupas novas e experimentei algumas frutas (não, eu não gostei de nenhuma (nem de maçã(nem de morango))).
Afinal, o que pode dar errado? Já está tudo certo!
Faltam poucos anos para as coisas mudarem de direção (e por "coisas" eu digo coisas), e eu estou bem ansiosa para descobrir o rumo que elas vão tomar. Não que eu tenha algum controle sobre isso, mas o futuro tem gostinho de final de feliz.
Mas até a história chegar num fim, eu tenho muita estrada pra caminhar. Continuo me descobrindo como um livro de matemática: cheia de problemas, mas a resposta sempre chega no final. E eu estou bem feliz com isso. A felicidade tem gosto de sorvete.
Ei, garçom. Me dá mais uma dose de amor, por favor.
Essa não estava forte o suficiente.

Leia ouvindo: 1983 - Neon Trees


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