Vida da minha vida

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Ele.
Tá, tudo bem. Eu posso falar sobre ele. Posso falar sobre como seus cabelos loiros parecem refletir meu brilho interno ou sobre como o olho dele é a porta de entrada para toda sua áurea. Posso falar sobre sua voz, que não perdoa meu juízo de maneira alguma ou sobre toda sua essência que contamina todas os meus átomos, todas as minhas moléculas, todo fio de cabelo. 
Ele é tão bonito que deveria ser restrito. Parece uma obra de arte, algo incrivelmente raro que é protegido às sete chaves. E eu tenho essas chaves, talvez mais do que sete delas. Ele é um quadro do DaVinci, desses que seriam salvos se o mundo estivesse acabando. De alguma maneira, alguém confiou em mim o suficiente para tomar conta dessa peça tão incrível e enigmática que ele é. Eu deveria sentir medo de tanta responsabilidade, mas é como se eu soubesse que sou capaz de fazer isso. Como se eu já tivesse nascido pra exercer essa função que é cuidar dele. Não precisei fazer pós graduação, mestrado, ou doutorado para ama-lo, assim como eu achava que funcionava a vida à dois 

A gente só se completa de uma forma tão linda e tão única que dispensa qualquer tipo de formação ou conhecimento prévio. Há quem diga que nosso caso é de outras vidas, mas eu gosto de pensar que eu sou simplesmente sortuda. A gente só precisa do nosso amor, da nossa reciprocidade e de nossas mãos juntinhas nesse frio intenso que está chegando. Ok, essa última parte talvez não vai ser tão possível. Mas é que ele se faz tão presente que nem parece que estamos à um sonho de distância. 
O que mais eu posso falar sobre ele? Posso falar sobre como ele me inspira. Ele não me deixa desistir quando eu tô a um passo de jogar tudo pro alto e começar a chorar, desesperar (coisa que era bem frequente antes dele aparecer). Ele é meu orgulho, o segredo de todo o meu sorriso e toda minha risada. Ele é o mar, é o céu, é a terra. Ele é todo esse universo que ele mesmo criou em mim, e me mostrou que eu sou muito mais do que eu pensava. Ah, ele é tão tudo e eu tenho meus medos de não ser nada. Mas tudo bem, pois apenas um "eu te amo" que sai da boca dele quebra todos esses medos ao meio, mas também junta todas os cacos do meu coração que estava partido
. Ele me transborda, como se eu fosse uma taça e ele fosse o vinho (nunca fui moderada). A gente é tão clichê, mas não tem problema, porque talvez eu viva de clichê. Talvez eu viva de filmes de romance, autores do século passado e palavras que quase ninguém mais usa. Amor? Não chega nem aos pés do que a gente realmente sente um pelo outro. É muito mais profundo e muito mais bonito que o amor. Chega a não caber no peito de tanto que meu coração grita de vontade de contar pro mundo que algo aconteceu entre a gente. Que a gente aconteceu. 
Eu me pego agradecendo o universo por ser dele e ele ser meu, mas não existir nenhum sentimento de posse entre a gente. É tudo tão leve, tudo tao inteiro que, à primeira vista, achei ter encontrado o tesouro perdido que os piratas passaram anos procurando. E quem disse que eu não encontrei? Afinal, ele é tão rico e tão dourado quanto. Ele irradia positividade, boas vibes, flores brancas, paz e Iemanjá. Ele irradia todo esse plural que a gente criou um pelo outro e toda essa vida nova que ele me mostrou. 
 Ele é tudo isso que eu procurei. Talvez eu não tenha ficado procurando por muito tempo, mas foi tempo o suficiente pra saber que ele é exatamente o que eu procurava 

Leia ouvindo: Demorou pra ser - Vanguart


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