Notas sobre você (ou nós)

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É quase impossível tentar explicar, com palavras e gramática correta, o efeito que você me causa quando está por perto. É físico,é psicológico, é tudo o que Freud e Einstein nunca escreveram sobre. Sei que passamos grande parte do tempo separados, e vai ver é por isso que damos tanto valor aos momentos em que passamos juntos. E é esse encontro, o eclipse entre dois corações pulsantes num mesmo ritmo, que ilumina a humanidade inteira. Por alguns instantes, a paz se instala e não há uma alma no mundo que não esteja sorrindo. E mesmo se houver, não tem problema. Eu posso sorrir por todas elas.
Gosto de brincar com os traços do seu rosto. As obras de arte que são criadas pelo seu corpo, submetidas à infinitas interpretações que eu poderia interpretar por extenso, explorar uma por uma e deixar a marca do meu batom vermelho sobre elas. A melodia da sua voz, a textura das suas mãos, a poesia das suas palavras me faz queres ser artista só para poder viver em você.
Existem duas coisas na Terra que eu realmente amo: a lua e o mar. E eu amo você, que é a união perfeita e uniforme dessas duas coisas, desses dois polos tão distantes mas tão reais. Seus olhos, que têm o azul e o mistério de todo o oceano, sendo ele pacífico ou não. Sua luz, que é tão forte e atraente quanto a lua e que reflete da maneira mais pura todas as reações químicas entre as borboletas e o ácido clorídrico do meu estômago. Sorrir é inevitável. E inexplicável, seria, se a gente não se esbarre nunca.
Não sou o tipo de escritora que usa palavras extensas e difíceis para deixar o poema mais bonita. Não sei separar nada em versos, estrofes, linhas ou etc. Tudo o que eu escrevo já é perfeito só por se tratar de você. E quando não é, é para você. Então, você está envolvido nas minhas linhas e entrelinhas de qualquer maneira.
Talvez a gente não se complete. Talvez a gente se transborde tanto que precisamos de mais uns três copos americanos para encher, se não tudo pode vazar e fazer alguém escorregar. E não, eu não quero meu amor esparramado por aí. Quero só pra ti essa coisa obscena. Sei que se um dia, se esses vinte e mil copos quebrarem, sei que eu vou poder desabar em você sem medo, sem julgamentos, sem palavras negativas.
"Eu te amo" já não é o suficiente. "Saudade" já não é a palavra certa e "reciprocidade" é pouco demais para descrever o que acontece entre a gente. Acho que é justamente por isso que a gente inventou um novo modo de amar. O mais lindo, mais puro e mais verdadeiro que todo o universo já experimentou. Deus, morrendo de inveja dessa nossa criação, criou o pôr-do-sol.
Por mais que o destino possa não colaborar no para o final dessa história, eu sempre vou contar para os meus netos sobre a primeira vez que amei alguém do fundo do meu peito. Mas, enquanto estivermos juntos (o que eu espero que aconteça por no mínimo mais 70 anos) eu vou te fazer lembrar de todos os motivos que nos trouxeram até aqui. E claro, te falar todos os dias de manhã que seus dentes separados são o maior charme, que seus cabelos me lembram um leãozinho e que seus dedos se encaixam perfeitamente nos meus.

Leia ouvindo: Straight into your arms - Vance Joy 


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